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Ouro Em Tóquio Comprova Importância Do Esporte Contra A Esclerose Múltipla

Ouro em Tóquio comprova importância do esporte contra a Esclerose Múltipla

A imagem é forte e emocionante. Beth Gomes, de 56 anos, atleta mais velha da delegação brasileira paralímpica em Tóquio, ganhou a medalha de ouro com quebra de recorde mundial no arremesso de disco. Detalhe: Beth convive com a Esclerose Múltipla e seus surtos desde os 28 anos.

A atleta é o exemplo recente mais claro de algo que cientistas e estudiosos da EM vêm dizendo há alguns anos: a atividade física é um aliado importante no tratamento da doença.

O posicionamento representa uma ruptura às ideias dominantes até pouco tempo atrás. Como a fadiga é um dos principais sintomas da Esclerose Múltipla, parecia óbvio que fazer exercícios prejudicavam ainda mais os pacientes.

Veremos abaixo porque não é bem assim.

Mexa-se

Uma grande quantidade de evidências sugere que o exercício regular não só melhora a qualidade de vida das pessoas com Esclerose Múltipla, mas também pode ajudar a aliviar os sintomas e minimizar o risco de certas complicações no futuro.

Antes de avançarmos, é evidente que cada caso é um caso, então antes de sair se exercitando por aí é obrigatório contar com a prescrição médica ou orientações de um fisioterapeuta.

Intensificar sua atividade física pode ajudar a aliviar uma série de sintomas e complicações que são comumente associados à EM e proporcionar os seguintes benefícios:

Menos fadiga

Como dissemos, a fadiga é uma queixa comum entre pacientes com EM, mas uma variedade de tipos de exercícios pode ajudar a combater isso. Uma revisão de estudos sobre yoga para pessoas com esclerose múltipla, publicada na revista PLoS One em 2014, descobriu que a atividade é tão boa quanto outras formas de exercício para reduzir a fadiga, pelo menos a curto prazo. E um estudo publicado no Journal of Sports Medicine and Physical Fitness em 2014 descobriu que oito semanas de exercícios aquáticos ajudaram a melhorar a qualidade de vida e diminuir a percepção de fadiga em mulheres com EM.

Melhor humor

Exercícios de intensidade moderada – como andar rápido, dançar ou andar de bicicleta – têm sido mostrados em muitos estudos melhorar o humor em pessoas que estão deprimidas .Uma revisão de pesquisa publicada em 2015 nos Arquivos de Medicina e Reabilitação Física descobriu que o benefício também se aplica a adultos com distúrbios neurológicos, incluindo a EM, particularmente quando as diretrizes de atividade física são cumpridas.

Controle da bexiga

Um dos estudos pioneiros sobre os benefícios do exercício em pessoas com esclerose múltipla foi feito em 1996 por Jack Petajan, MD , neurologista que tinha EM. O estudo descobriu que 15 semanas de treinamento aeróbico ajudaram a melhorar a função intestinal e da bexiga em pessoas com EM.

Ossos mais fortes

Exercícios de sustentação de peso – como caminhar, correr ou usar uma máquina elíptica – fortalecem os ossos e protegem contra a osteoporose , uma doença que afina os ossos e aumenta o risco de fraturar os ossos. Muitas pessoas com EM estão em risco de desenvolver osteoporose devido aos baixos níveis de vitamina D no sangue; uso frequente de corticosteróides; problemas de mobilidade e o baixo peso corporal.

A história de Beth

A medalhista paralímpica Beth Gomes pensou em desistir do esporte em novembro de 2017 quando um surto de EM imobilizou quase todo o lado esquerdo de seu corpo. Ela, que já era paraplégica, tinha o lado direito já bastante comprometido.

“Eu fiquei com a mão esquerda, que uso para lançar, em garra. Já tinha a direita assim. A minha performance foi totalmente modificada. Eu agora só posso encaixar o disco e lançar. A minha treinadora teve que buscar novas técnicas para podermos atingir melhores índices”, disse à Folha de S.Paulo. A recompensa veio com o ouro em Tóquio na classe F52 (para atletas sem controle de tronco e com deficiência nos membros inferiores).

O detalhe é que a medalha veio justamente no dia 30 de agosto, Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla.

“É maravilhoso acordar e saber que tenho um esporte me esperando. Vivo hoje porque amanhã, não sei. Aproveito tudo hoje e o esporte e todas as pessoas que estão à minha volta me proporcionam isso”, afirmou.

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O Neurolife, que tem uma unidade no Rio de Janeiro e em breve expandirá suas ações para Belo Horizonte (MG), é um laboratório especializado na coleta do Líquor (Líquido Cefalorraquiano) para auxílio do diagnóstico da Esclerose Múltipla e de outras doenças neurológicas. Fale conosco para conhecer nossas soluções.

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