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Metodologia Da PCR Multiplex

Metodologia da PCR multiplex

Validação e aplicação de testes rápidos e automatizados pela metodologia da PCR multiplex para o diagnóstico dos agentes infecciosos mais prevalentes associados às meningites/encefalites. Experiência na cidade do Rio de Janeiro.

Introdução: Meningites/Encefalites infecciosas (ME) são
condições patológicas associadas a elevadas taxas de
morbidade/mortalidade, onde o exame do líquido
cefalorraquiano (LCR) é fundamental no diagnóstico.
Contudo,
testes convencionais no LCR não são rápidos (culturas) e
frequentemente de baixa sensibilidade para alguns patógenos.
Estas limitações estão sendo superadas através do
desenvolvimento de testes moleculares para a detecção
simultânea de agentes infecciosos.

Objetivos: validar a metodologia e a utilidade clínica das
plataformas automatizadas PCR multiplex BDMAX/Mobius e
Filmarray ME panel para detecção simultânea de agentes
infecciosos no LCR.

Métodos: a seleção das amostras foi realizada
consecutivamente no período de janeiro/2019 a julho/2019.
Amostras de LCR coletadas (pacientes com suspeita de ME
provenientes de hospitais da cidade do Rio de Janeiro) foram
encaminhadas ao Laboratório Neurolife, imediatamente após a
punção lombar para investigação diagnóstica. O LCR foi
analisado por testes convencionais e moleculares. A triagem
dos painéis foi realizada conforme indicação clínica,
epidemiologia e antecedentes mórbidos dos pacientes.

Resultados: foram analisadas 587 amostras de LCR. O Painel
PCR Meningite Bacteriana (tríplex) detectou, um dos três mais
prevalentes patógenos associados à meningite
bacteriana/comunidade, em 53 amostras: Neisseria
meningitidis (16/53), Streptococcus pneumoniae (26/53) e
Haemophilus influenzae 11/53). Os resultados de cultura e
bacterioscopia foram utilizados para análise comparativa (21
amostras positivas pelo Gram, 15 destas com confirmação em
cultura). Os Painéis Meningite/Encefalite para investigação de
agentes virais foram validados com diferentes amostras
positivas e negativas testadas em outras metodologias de
PCR. Os testes multiplex detectaram diferentes agentes virais:
HSV1, HSV2, Varicela zoster, Caxumba, Enterovírus,
Epstein-Barr, Parvovírus, Citomegalovírus, Adenovírus, HHV6,
HHV7 e Chikungunya. Estes vírus detectados através dos
painéis mostraram uma boa concordância com a suspeita
clínica dos pacientes e os demais achados no exame de LCR.

Conclusão: a utilização de testes rápidos padronizados e automatizados no LCR, através da metodologia de PCR multiplex, possibilitou um diagnóstico mais rápido e preciso, possivelmente colaborando para a redução do tempo de internação, menor exposição a agentes microbianos em infecções virais de baixo risco, além da redução de custos envolvidos com o tratamento empírico.

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Referências

– Boehme CC, Nabeta P, Hillemann D, Nicol MP, et al. Rapid Molecular Detection of

Tuberculosis and Rifampin Resistance. N Engl J Med 2010;363:1005-15.

– World Health Organization. Meningococcal meningitis fact sheet, February, 2015. http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs141/en/

– Amy L. Leber, et al. Multicenter Evaluation of BioFire FilmArray Meningitis/Encephalitis Panel for Detection of Bacteria, Viruses, and Yeast in Cerebrospinal Fluid Specimens. JCM 2016. Volume 54 Number 9.

Autoria: Léo Freitas Corrêa; Francisjane de Jesus Lopes; Luciara Rosa de Alencar Gomes; Ana Luiza Lavrado Diblasi; Patrícia Provenzano Leal; Letícia Maria Martins Silva; Maria da Glória Augusto; Júlia Maria de Almeida Bevictori; Vivian Lúcia Pereira Proença de Lima; Aline Lopes Vidal; Cristiane da Silva Casanova; Dalton Luis Dreyer Ferreira; Celina de Oliveira; Carlos Otávio Brandão; Ricardo Canuto Benesi.

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