Central de atendimento (21) 3850-5900 (21) 2556-5541 (21) 2557-4038 (21) 2557-4731
Novos Exames Disponíveis No Neurolife Auxiliam No Diagnóstico Precoce Da EM

Novos exames disponíveis no Neurolife auxiliam no diagnóstico precoce da EM

O Neurolife, laboratório especializado na coleta e análise do LCR (Líquido Cefalorraquiano, ou líquor), já está trabalhando com novos exames para avaliação da síntese intratecal de anticorpos e cadeias leves livres Kappa/Lambda.

O painel é um importante aliado no diagnóstico precoce da EM (Esclerose Múltipla), doença em que o tratamento demonstra mais eficácia quanto mais cedo começar.

Neste artigo, vamos falar sobre o novo método e de que forma ele pode auxiliar médicos, instituições e pacientes no controle da esclerose múltipla.

Contextualização

A EM é uma doença inflamatória crônica autoimune mediada por células T. No entanto, inúmeros estudos mais recentes demonstram o importante papel das células B na patogênese da doença, com persistente expansão clonal de células plasmáticas produzindo imunoglobulinas dentro do sistema nervoso central – a chamada “síntese intratecal de anticorpos”.

O diagnóstico de EM é um evento que promove um grande impacto para os pacientes, seguido por uma terapia de longo prazo, geralmente associada a efeitos colaterais. Inúmeros estudos descrevem os benefícios do tratamento precoce e, portanto, todos os esforços devem ser feitos no sentido de um diagnóstico correto e o mais cedo possível.

Diagnóstico

O diagnóstico da EM depende da integração da história clínica, exame clínico neurológico, ressonância nuclear magnética do neuroeixo e exame do líquor (detecção de síntese intratecal de IgG). 

A detecção de síntese intratecal de IgG por métodos quantitativos pelo cálculo do Índice IgG e/ou diagrama de Reiber apoiam o diagnóstico da doença, mas apresentam sensibilidade mais baixa em pacientes com esclerose múltipla.

A detecção de bandas oligoclonais IgG (BOC) no líquor é considerado um biomarcador da EM à medida em que é um teste qualitativo que define o processo inflamatório crônico presente durante todo o curso da doença.

O método padrão-ouro para a detecção de BOC é a isofocalização isoelétrica em gel de agarose seguida de imunofixação (immunoblotting). Estudos europeus demonstraram uma sensibilidade diagnóstica superior a 95% neste método.

No entanto, em pacientes com síndrome clínica isolada (CIS) e em outras populações, a sensibilidade da pesquisa de BOC pode ser mais baixa, como já foi demonstrado em estudos envolvendo pacientes brasileiros com esclerose múltipla.

Biomarcadores

O líquor (LCR) é um reservatório potencial de biomarcadores, que oferece oportunidades de avaliação específica de processos inflamatórios e neurodegenerativos em diferentes afecções do sistema nervoso central.

Análises adicionais no LCR podem colaborar no diagnóstico diferencial dos diversos processos patológicos que envolvem o sistema nervoso, na avaliação do curso clínico provável das doenças e no apoio às estratégias de tratamento.

Entre os biomarcadores estudados no líquor, a quantificação das cadeias leves livres kappa (KfLC) vem ganhando forte atenção nos últimos anos. Fisiologicamente, os plasmócitos produzem um excesso de kappa e lambda (cadeias leves livres) durante a produção de imunoglobulinas intactas, e estas são secretadas como cadeias leves livres (fLCs).

Cadeias leves livres

As fLCs se acumulam no líquor, em situações de atividade intratecal de células B. A presença das cadeias leves livres no líquor de pacientes com EM já é conhecida desde os anos 1980 e, posteriormente, foi identificada como um potencial marcador diagnóstico da esclerose múltipla, especialmente após estudos que mostraram a presença de níveis aumentados de KfLC (free kappa light chain) em pacientes EM com pesquisa de bandas oligoclonais negativa.

Normalmente, a concentração das fLCs é baixa no soro e no líquor de indivíduos saudáveis, mas aumenta nas doenças inflamatórias envolvendo o sistema nervoso, incluindo aí a esclerose múltipla. Importante considerar que a imunoglobulina e a cadeia leve livre podem atravessar passivamente a barreira hemato-liquórica.

Portanto, imunoglubulinas e fLCs no LCR podem ser originadas da circulação ou através de síntese intratecal. A medida da relação líquor/soro das imunoglobulinas ou fLCs, normalizada pelo quociente albumina (relação líquor/soro da albumina), reduz a possibilidade de falsos positivos.

Cadeias leves livre kappa e a EM

Os achados demonstrados em estudos de validação para a utilização da quantificação de cadeias leves livres kappa (KfLC) como biomarcador confirmaram o valor da síntese intratecal de KfLC para o diagnóstico da esclerose múltipla e síndrome clínica isolada.

A comparação de vários métodos qualitativos e quantitativos, utilizados para a avaliação de cadeias leves livres no líquor e soro, demonstrou que os métodos quantitativos são rápidos, simples e operador-independente, podendo ser usados como complementares na investigação da EM. Os níveis liquóricos de KfLCs estão aumentados na maioria dos pacientes com esclerose múltipla e síndrome clínica isolada (CIS).

Estudos recentes confirmaram uma forte correlação dos níveis elevados de KfLCs no líquor com a positividade de BOC em pacientes com EM, assim como sugerem a utilização da avaliação da síntese intratecal de KfLC (Índice Kappa) para identificar os pacientes com síndrome radiológica/ clínica isolada (RIS-CIS) que apresentam maior risco de conversão para EM.

Predominância de respostas

A quantificação das fLCs também pode ser realizada em um painel de avaliação quantitativa intratecal da resposta imune humoral que inclui a análise das cadeias kappa/lambda no líquor e soro, além da quantificação da síntese intratecal de anticorpos IgG, IgA e IgM. Os padrões de resposta imune humoral no SNC estão relacionados aos aspectos etiológicos e processos patológicos particulares de cada doença.

De acordo com os estudos de Reiber e colaboradores, a predominância de resposta IgG é mais frequente na esclerose múltipla, neurosífilis e encefalite crônica pelo HIV; resposta IgA é mais comum na neurotuberculose, abscesso cerebral, adrenoleucodistrofia e, menos frequentemente na esclerose múltipla (9%); síntese intratecal IgM predomina na neuroborreliose, meningoencefalite pelo vírus da caxumba, linfoma não Hodgkin no sistema nervoso e, com menor frequência na esclerose múltipla (25%); em processos infecciosos agudos virais e bacterianos normalmente não se evidencia síntese intratecal de anticorpos, mas as infecções oportunísticas (Citomegalovírus, Toxoplasmose, Cryptococcus) podem cursar com síntese intratecal de IgG, IgA e IgM.

Conheça o Neurolife

Esses novos testes já estão disponíveis em nosso laboratório, em parceria com a Binding Site, através da metologia turbidimétrica Freelite. Consulte a nossa equipe médica para outros esclarecimentos.

Back To Top